Visto de Estudante x Trabalho: A luta de sobrevivência na Austrália

Antes de decidir mudar de país, seja qual o motivo a gente sempre pesquisa o país, as opções, climas escolas, oportunidades de emprego etc. Para quem pretende morar na Austrália com a família o planejamento com certeza é mais cauteloso ainda e mesmo assim cada um sente a mudança de uma maneira.

Mas, antes de tudo… Por quê Austrália gente?

Particularmente, quando comecei a pesquisar morar fora, entre todos os destinos, a “Terra do Canguru” era a que poderia me proporcionar mais facilidade em encontrar trabalho (atualmente Irlanda e Austrália são os únicos países que brasileiros podem trabalhar legalmente fora dos programas de Au Pair) já que também é conhecida como “A terra das oportunidades”, e menos contato com brasileiros porque comigo só funciona no tranco, preciso me forçar para praticar.

Saí do Brasil com a intenção de ficar 6 meses e aprender inglês, juntar uma grana, viajar e voltar. Doce ilusão, porque na realidade se você for parar para pensar o inglês é como o português que todos os dias aprendemos algo novo então resolvi renovar para mais dois anos e focar mais nos estudos.

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Entretanto, não é assim com todo mundo. Nem todos os brasileiros que vem têm a intenção de apenas estudar inglês. Em alguns casos, a oportunidade de mudar de país é para melhorar a vida financeiramente, construir carreira, etc. Mas independente disso todos batemos com o mesmo contratempo: Visto de Estudante x Trabalho de 20 horas semanais.

Para entender como cada um “se vira” com essa barreira conversei com a Elaine de Jesus. Ela veio com toda a família na esperança de uma vida melhor após seu esposo ser dispensado da empresa abrindo as portas para concretizar o desejo que vinha desde 2011.

Com a decisão tomada Elaine e a família pesquisaram uma agência especializada em famílias e aplicaram 2  vistos de estudante: visto de MBA de Elaine onde o marido e o filho mais novo entraram como dependente permitindo o marido trabalhar full time, e o visto de estudante de inglês da filha mais velha. De acordo com ela, um grande erro já que assim que chegou descobriu que a profissão do marido está na lista entre as áreas que a Austrália precisa. Ou seja, ele poderia ter se preparado melhor no Brasil, aplicado a prova do IELTS e tido a possibilidade de embarcar como residente.

"Vir como estudante, sem inglês é complicado, começamos do zero, trabalhando de limpeza e meu esposo em restaurante, aqui o custo de vida e despesas escolares são altíssimos, meus filhos se adaptaram bem, mas confesso que ainda não sinto vontade de ficar".

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Conversei também com a Karina Tschaen que no Brasil tinha uma carreira sólida como Capitã na Marinha do Brasil, um trabalho invejável talvez por muitos. Com imóvel e carro próprio, largou tudo para vir para a Austrália aprender inglês e tentar ter uma qualidade de vida melhor já que a carreira exigia ficar em média 6 meses embarcada e 1 mês em casa sem tempo para desfrutar sua vida social. Entretanto, por ter visto de estudante, as 20 horas novamente são um impasse. Hoje, trabalhando como marinheira na companhia de Ferry de NSW ela ainda precisa recorrer as reservas financeiras do Brasil.

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Diferentes tipos de histórias e todas com a mesma barreira: o Visto de Estudante. Por isso, sempre vale uma pesquisa detalhada e preparação, pois para nós brasileiros, o jeito mais comum é o visto comum de estudante. Além dessa, a possibilidade de pegar a Residência (passando no curso do IELTS ou quando se tem algum matrimônio com um australiano), Sponsor (quando a empresa aceita arcar com os seus gastos de visto, mas geralmente é feito um acordo onde o "sponsorado" arca com os gastos, mas em troca pode trabalhar full time) e Partner Visa (para casais, onde apenas um precisa estudar, permitindo o dependente focar mais no trabalho).

-Laís dos Santos

One Comment

Karina

Amei seu projeto Lais !!! Desejo toda sorte de benção para sua vida !… Sucesso .. Persistência e Garra: que estes sejam os seus pilares ! Contudo , confie em Deus 🙂

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